Antes da prescrição vem o tempo. E o tempo, em psiquiatria, é o remédio mais raro.
Acredito numa psiquiatria de evidência — que pesa estudos, doses, riscos — e numa psiquiatria com presença — que sabe o nome, a história, o que pesa no domingo à tarde.
A clínica não termina na receita. Para quem busca melhora mais rápida — ou processo de mudança em comportamentos, vínculos e carreira — há também psicoterapia semanal. Medicação e processo, no mesmo consultório.
Não me cabe vender cura, nem fórmula. Cabe escutar antes de prescrever. Conduzir com base em evidência. E, sobretudo, permanecer.